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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009


TREZE VERSOS
E finalmente pronunciaste a palavra não como quem se ajoelha,mas como quem escapa da prisão e vê o sagrado dossel das bétulas através do arco-íris do pranto involuntário.E à tua volta
cantou o silêncio e um sol muito puro clareou a escuridão e o mundo por um instante transformou-se e estranhamente mudou o sabor do vinho.E até eu, que fora destinadada palavra divina a ser a assassina,calei-me, quase com devoção,para poder prolongar esse instante abençoado.
Anna Akhmátova *-*

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